terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Diário de Anne Frank, perseguida pelo trabalho! Corra Lola, corra!

Tem gente que eu vejo andando devagarinho pela rua, que dá até gosto. É a senhorinha que vai, calmamente, à padaria; a outra que volta de uma volta pelo centro, onde foi para olhar as vitrines; tem ainda a outra que sai da igreja e volta para casa para preparar o jantar pro marido. Passo após passo, num ritmo de dar inveja (às vezes, só).
Não sei se algum dia eu serei vista assim, caminhando apenasmente. Eu, geralmente, caminho sempre por algum motivo: é pra ir de um trabalho ao outro, para suprir a casa de mantimentos, para participar de uma reunião, para tentar emagrecer, para isso isso e mais isso. Ufa!!! Pernocas pra que te quero!
Hoje, por exemplo, a coisa foi 'braba': 6 da madruga, o despertador grita e nada há mais a se fazer além de levantar a carcaça e sair pra lida. A rotina começa. Atende o filho que sai pra escola, banho, café, internet para se informar, atualizar site, levanta, corre, entra na rádio, entra no ar, sai do ar, corre, almoça, escritório político, visita em imóveis, reunião na escola, colaboração para um projeto cultural. Socorro!!! Já são mais de 22h. E pensa que acbaou? Nada. Comida pro filho - aquele que pulou da cama às 6 - blog, emails, bate papo virtual, receber o marido para prosear sobre como foi o dia...........
Quero colo!!!!!!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Livros só mudam pessoas!

Transcrevo, abaixo, um texto que eu retirei do blog 'Livros só mudam pessoas', sobre a importância de se cultivar o hábito da leitura. Queria que Itajubá tivesse uma biblioteca viva, cheia de atividades de incentivo à leitura. Uma não. Muito mais que isso. Uma biblioteca que tivesse braços itinerantes, que pudesse ir buscar o leitor onde ele possa estar. O potencial leitor.
Queria eventos ligados ao livro, projetos de distribuição deles, livros na rua, gritando, chamando leitores por todos os lados. Ah, essa é a cidade que eu sonho!

Vale ler este texto, assim como vale conhecer o projeto da Colômbia, que se chama Rede Capital de Bibliotecas Púiblicas, de Bogotá. Maravilhoso!


Embora haja conquistado alguns avanços no setor da educação, o Brasil ainda se encontra longe do patamar louvável de qualidade na escola pública. Registra-se, sobretudo, notória omissão no sentido de se incentivar os alunos no encaminhamento ao hábito da leitura, com o objetivo de neles desenvolver a capacidade de compreender diversificados tipos de texto. Recentes avaliações comprovam que, em países líderes na tabela do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, entre eles a Finlândia e o Canadá, o hábito de ler decorre, principalmente, do estímulo recebido em casa e da influência exercida pelos pais e familiares.
Um exemplo preciso da eficácia desse produtivo estímulo vem da Coreia do Sul, país que há 60 anos detinha elevados índices de analfabetismo. Para superar o problema, foi introduzida uma reforma educacional que incluía a leitura como item fundamental ao desenvolvimento do ensino de alto nível. Empresas, fundações e as próprias famílias se reuniram em torno do projeto, merecendo registro especial o fato de que uma das maiores redes destinadas à educação, denominada Crianças e Bibliotecas, nasceu da iniciativa de um grupo de mães resolutamente decidido a aprimorar os conhecimentos e as aptidões de seus filhos. Os excelentes resultados não se fizeram esperar: a Coreia do Sul atualmente ocupa uma das lideranças na aferição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos.
No Brasil, lamentavelmente, o apego aos livros não é cultivado nem mesmo em meio a alguns mestres. Partindo da premissa de que todo tipo de leitura é válido e contribui, cada qual a seu modo, para a ampliação do discernimento cultural, é constrangedor constatar que são ignorados, por inúmeras escolas, tanto os clássicos da literatura nacional e internacional quanto jornais, revistas e, até mesmo, “blogs” da Internet, todos eles portadores de inegáveis parcelas de contribuição ao costume de ler.
Como já não existe o estímulo em casa, a atuação ineficiente de algumas escolas praticamente em nada contribui para atrair a atenção dos estudantes em relação aos livros. Os analfabetos funcionais se multiplicam, portanto.
Em outros casos, entretanto, ocorre o inverso. Os professores podem exigir além do recomendado para faixa de conhecimento e tornar improdutiva a leitura de obras clássicas pela difícil compreensão, inadequadas para a faixa etária das crianças e adolescentes para a qual elas são prescritas. Às voltas com um livro cujo conteúdo escapa à natural capacidade de entendimento da sua idade, os alunos terminam por rotular de “chata” a literatura como um todo, algo visto como uma obrigação enfadonha e não, como a forma inesgotável de entretenimento e descobertas que realmente é.
Ainda que seja sempre indiscutível a importância da escola no processo de aprendizado, vem se impondo, cada vez mais, o consenso de como é importante a contribuição da família para contagiar os filhos quanto ao saudável interesse por livros, jornais e revistas, com o cuidado de ressaltar o que significa, na consolidação da autoestima de cada um, o fato de tornar-se informado, atualizado e competente para o exercício de futuros desempenhos profissionais.
Fonte: Diário do Nordeste

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A coisa está esquentando!

As eleições municipais, em Itajubá, estão dando o que falar. Ajudei a dar o start nas discussões, postando um texto aqui sobre os nomes que já estão na berlinda. A partir daí, comentários de pessoas ligadas, de alguma forma, ao tema e postagens no blog do Zezinho Riêra - que já quis ser prefeito e hoje comenta e analisa o cenário político local - estão dando sequência a esta importante discussão para que a cidade possa avançar.
Tem gente que torce o nariz porque enxerga que essa discussão restringe-se a nomes, viabilidades eleitorais, interesses individuais. Mas eu entendo que é preciso aprofundar mais a discussão. O que deve estar na pauta, mais do que puramente nomes, é programa, política pública que cada grupo pode oferecer, condições de governabilidade. Nome é importante, claro, mas história e comprometimento político são muito mais.
Hoje, participo de uma reunião do Partido dos Trabalhadores em que a conjuntura local estará na pauta. Tenho uma tese a defender, baseada na experiência que venho acumulando na política local, desde 2001, quando iniciei no rádio aqui em Itajubá. De lá para cá, vi muita coisa acontecer. Vi sob vários ângulos. Vi com o olhar de quem está dentro da organização partidária; vi também com os olhos de cidadã; sob a ótica eleitoral, quando das minhas contribições em campanhas; vi também com os olhos de quem participou de governo municipal. Conheci mais de perto as pessoas que estão fazendo a política de Itajubá, suas intenções, sua forma de atuação.
Minha tese, por motivos óbvios, não vou escancarar aqui, já que se trata de uma discussão que ainda está no âmbito do partido. Só gostaria de manifestar meu desejo de que as alianças, as aproximações de partidos e/ou pessoas, não tenham apenas o critério da viabilidade eleitoral. Governo construído sobre esta base não faz cidade nenhuma avançar. É preciso ter afinidade programática, responsabilidades definidas, ideais e ações não-conflitantes. 
É isso! 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Quis saber o que é o desejo...

Hoje, na vinda de BH para Itajubá, viemos ouvindo, em grande parte da viagem, Chico Buarque. Numa seleção de primeira (como se houvesse algo diferente disso na obra do Chico) do meu amigo Rogério Azevedo, ouvi canções que há tempos não ouvia, outras que me arrepiam, tantas que marcaram momentos da minha vida, outras que parece que foram feitas pra mim. Esgotei o apetite do meu coração. Havia tempos, não ouvia essa, cuja letra transcrevo aqui:

Tanta Saudade

Era tanta saudade
É, pra matar
Eu fiquei até doente
Eu fiquei até doente, menina
Se eu não mato a saudade
É, deixa estar
Saudade mata a gente
Saudade mata a gente, menina

Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem

Quis chegar até o limite
De uma paixão
Baldear o oceano
Com a minha mão
Encontrar o sal da vida
E a solidão
Esgotar o apetite
Todo o apetite do coração

Mas voltou a saudade
É, pra ficar
Ai, eu encarei de frente
Ai, eu encarei de frente, menina
Se eu ficar na saudade
É, deixa estar
Saudade engole a gente
Saudade engole a gente, menina


Ai, amor, miragem minha, minha linha do horizonte, é monte atrás de monte, é
monte, a fonte nunca mais que seca
Ai, saudade, inda sou moço, aquele poço não tem fundo, é um mundo e dentro
um mundo e dentro um mundo e dentro é um mundo que me leva


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Puxa saco. Tolerância zero!

Num papo descontraído entre amigos que têm conhecidos em comum, hoje, no fim da tarde, surgiu a figura patética dos puxa-sacos. Fomos até pesquisar a origem da expressão. Segundo o Doutor Google, o saco, a que se refere a expressão, é o saco de guardar coisas dentro. Similar de pasta, sacola, bolsa, "emborná". O puxa-saco é, pois, aquele que carrega o saco pro outro, numa demonstração irritante de bajulação. Isso derruba o estranhamento que um de meus amigos tinha com a expressão, já que ele considerava este saco como sendo de um outro tipo. E, assim, a puxada seria pra lá de desconfortável, indo contra o sentido da bajulação.
Pois bem, filosofias sobre o puxassaquismo levaram a outras reflexões. Por que uma pessoa se presta a puxar o saco da outra? Seria em benefício da outra, para bajulá-la de tanto amor que se devotaria a ela, ou em benefício próprio, do puxador mesmo?
No âmbito do afeto, comum entre amigos verdadeiros e familiares, o puxassaquismo até pode ser em benefício do outro. Assim, tem-se a mãe ou o pai que puxam o saco do filho, de tanto amor que lhe devotam. O amigão do peito que puxa o saco do outro amigão.
Mas, no âmbito do trabalho, da política, o puxassaquismo pelego é, sem dúvida, em benefício próprio. E o pior é que ele causa outros comportamentos daninhos. O cara que puxa saco dedura o companheiro de trabalho para agradar ao patrão. Dependendo do caráter do puxa-saco, ele inventa mentiras contra um colega de trabalho para se destacar mais que ele. Ele faz fofoca pro patrão, como forma de se mostrar íntimo, confidente, de confiança. Todo mundo já viu ou convive com alguém assim, eu aposto.
O puxassaquismo é uma forma de esconder sua própria mediocridade, arma de incompetentes, patéticos.
E o pior é que os puxa-sacos ficam crentes de que não o são. Fazem caras e bocas pro patrão e pensam que ninguém está percebendo. Patéticos. Todos os puxa-sacos deveriam andar com um espelho à frente, para se corarem de vergonha dessas demonstrações de pequenez.
Tolerância abaixo de zero com gente desse tipo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Oportunidade cai do céu ou do inferno?

Rogério Correia, meu colega de faculdade e hoje, apresentador do Globo Esporte, defendia a teoria de que não existe talento ou vocação. O que existe, para ele, é apenas oportunidade. Sectário nesta tese, à época, Rogério insistia em dizer que as pessoas se dão bem ou mal por questão de oportunidade e não porque tenham algum talento natural ou uma vocação adquirida.
Confesso que não sei se ele tinha razão. Nem sei se ele ainda pensa assim. Só sei que oportunidade a gente pode criar. Ela nem sempre cai do céu e do inferno. Depende da querência da pessoa. Se a pessoa quer - o que quer que seja - ela dá um jeito de que as circunstâncias sejam favoráveis. Se não quer, fala que não teve oportunidade, como se ela caísse mesmo de algum lugar no nosso colo.
É possível até, como diria Chico Buarque, "ajeitar o meu caminho pra encostar no seu". Se tem querência, a oportunidade se apresenta.
Pra cavar uma oportunidadezinha, a gente sempre sabe como fazer: manda um recado nas entrelinhas, deixa escapar uma fala (ato falho poderoso) ou escancara mesmo a vontade de que aquela coisa se consuma.
Oportunidade é cria nossa.

Política local em início de efervescência!

Está claro que o assunto mais palpitante é a política local. Desperta mais curiosidade, suposições, antenas ligadas. Neste blog, não entram comentários de anônimos, não que eu os proíba. Até porque não saberia como fazer isso. Ainda nem descobri como moderar os comentários. E eles entram do jeito que o comentarista posta, tranquilamente. Até agora, nenhum deles teve teor reprovável.
Mas em outros ambientes, as pessoas, com a possibilidade de se protegerem atrás do anonimato, são, muitas vezes, cruéis. Agridem mesmo. E agridem com mais fúria se o assunto é a tal política local.
Uma das armas preferidas para a agressão é a ironia. Penso, porém, que a ironia, sem uma boa dose de inteligência, é pura grosseria.
A política local está dando os primeiros sinais de que vai ferver para as próximas eleições. No próximo sábado, o PT local se reunirá para tratar, entre outras questões, dessa conjuntura. Será uma boa prosa, bom debate, até porque terá opiniões divergentes. Outros partidos não sei como se movimentam neste sentido.
Tenho notícias de que muitas conversas de bastidores já estão acontecendo não no âmbito de partidos, mas entre os políticos mesmo, de forma individual. E o cenário, em breve, começará a se desenhar. Esperemos pra ver. Continuo curiosa para saber que caras terá a próxima eleição. Ouço dizer de alianças improváveis. Custo a acreditar em algumas, mas, enfim, isso acontece!
Quem viver verá!