Os textos que coloco aqui recebem comentários não aqui, mas no meu facebook. Interessante isso. É uma rede mesmo, em que os vários ambientes estão ligados. Twitter, Facebook, o caduco orkut, blogs de toda espécie e por aí afora. Uma rede que, infelizmente, é muito usada pelos anônimos. Não adianta. Não consigo me convencer de que o anonimato mereça consideração e respeito. Pessoas que reclamam, gritam, criticam, ironizam, zombam, reivindicam... que força podem ter se não tem sequer a coragem de assumirem quem são? Não tem nome nem rosto. É cômodo se esconder atrás de um nome falso, de uma identidade fantasma. E acho, inclusive, que quem não mostra a cara é conivente com as coisas 'erradas' que tanto critica.
Dar a cara pra bater, manifestar ideias e opiniões em público ou, simplesmente, realizar ou participar de algo (e levar porrada ou elogio por isso) como faz o Zezinho Riera, em seu movimentado blog. Isso sim é difícil. Esse é corajoso. Tem opinião, doa a quem doer. Concordemos ou não com ele - eu, na maioria das vezes, discordo - está se expondo, se sujeitando ao desgaste todo que as pessoas que têm opinião sofrem.
Estou certa de que as pessoas entendem que não me refiro aqui ao conteúdo das falas anônimas. Isso é outra história, com quilômetros de distância desta. Falo sobre a atitude do anonimato. Sou e serei radicalmente contra qualquer tentativa de se proibir o anonimato na rede, mesmo que isso seja possível. Não acho que seja caso para ser resolvido por lei, mas é caso de reflexão individual, da pessoa pensar se mais ajuda ou atrapalha não participando de verdade, mas olhando e gritando por detrás da cortina.
Professor Renato Nunes, reitor da Unifei, leitor assíduo de blogs como este, dialoga 'tecla a tecla' de forma transparente. Admiro.
